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Tornando-se Digno, Parte II – Dedicando-se a Si Mesmo

Dr. Joe Dispenza / 05 de Maio de 2022

Becoming Worthy, Part II – Showing Up for Yourself

Algumas semanas atrás, começamos a examinar o que queremos dizer quando falamos sobre “tornar-se digno”.

Como mencionei anteriormente, nossa compreensão de uma palavra ou ideia complexa às vezes é ajudada examinando primeiro o que ela não significa. Então, se você não leu a parte I desta série, você pode encontrá-la aqui.

Para criar algum contexto para o que queremos falar nesta semana, vamos resumir brevemente nossa compreensão do que não é merecimento – e como a falta de valor a si mesmo provavelmente aparecerá em nossa prática:

  • O merecimento não é sobre a culpa.
  • O merecimento não é sobre o direito.
  • O merecimento não é sobre auto-importância e exclusividade.
  • O sentir-se indigno de receber se apresenta como resistência e falta de disciplina para ir além do eu familiar – os pensamentos, comportamentos e emoções ligados à mesma personalidade.
  • O sentir-se indigno de receber é o medo do desconhecido.
  • O sentir-se indigno de receber , em última análise, leva à criação do mesmo futuro – baseado no passado familiar.

Antes de continuar lendo, é importante dedicar algum tempo para pensar sobre cada um desses pontos. Você pode ver evidências disso em sua própria vida? Existem formas de sentir-se indigno manifestadas em sua prática das quais você não estava ciente antes?

E agora, pergunte a si mesmo – como podemos contrariar cada um desses pontos? Se você puder responder a essa pergunta, estará no caminho certo para entender o que significa tornar-se digno.


O que o merecimento é

O merecimento é sobre responsabilidade.

Se podemos dizer com confiança que o conceito de merecimento não é sobre culpa – ou uma visão punitiva de alguém “receber o que está vindo para eles” – então faz sentido o oposto a culpa é a responsabilidade.

O que isto significa? Significa assumir a responsabilidade pela realidade pessoal que criamos por meio de nossa personalidade.

Antes de podermos identificar áreas em nossas vidas que queremos mudar; antes que possamos identificar os pensamentos, comportamentos e sentimentos que queremos mudar; antes de podermos identificar as partes de nossa personalidade que queremos mudar...Devemos primeiro reconhecer e aceitar esses aspectos de nós mesmos – e de nossas vidas.

Isso significa que paramos de culpar alguém ou qualquer coisa fora de nós mesmos pela situação em que nos encontramos. entregando nosso poder para outras pessoas, objetos e coisas; nossos genes; nossa história – ou qualquer outra coisa que usamos como razões para justificar a permanência em nosso passado conhecido e familiar.

Acreditar que criamos nossa própria realidade significa reconhecer que nada pode mudar em nossas vidas até que we nós mudemos. Ser responsável significa estar disposto a examinar o que precisamos mudar em nós mesmos para nos aproximarmos do novo futuro – a nova realidade pessoal – que imaginamos.

E então, uma vez que nos comprometemos com a mudança, responsabilidade significa que honramos esse compromisso.

O ser digno é sobre unidade e conexão.

Como escrevi algumas semanas atrás, você nunca ouvirá uma pessoa digna de receber fazer essas perguntas: “Por que ainda não estou curado?” “Onde está meu emprego dos sonhos?” “Por que não encontrei meu parceiro ideal?”

Por que não? Porque essas questões são baseadas na separação e na falta. E alguém que se sente digno de receber está em um estado de conexão, unidade e graça. Nunca lhes ocorreria fazer essas perguntas – porque eles já estão experimentando o que é estar nesse novo futuro.

Uma pessoa praticando em um estado de merecimento sabe que para curar, ela deve primeiro ficar curada. Para encontrar o amor, ela deve primeiro tornar-se amor. E para manifestar abundância em qualquer forma, elas devem primeiro tornarem-se gratas pelo que elas já têm.

Se o não merecimento é sobre um estado de separação e se ter o direito de – lutando e empurrando para criar algo material desde a matéria no mundo 3-D; esperando resultados com o mínimo de esforço – então seu oposto é a conexão baseada em humildade e gratidão. E isso leva naturalmente ao próximo ponto…

O merecimento é sobre a rendição.

A melhor maneira de ilustrar isso é compartilhar insights de pessoas que alcançaram esse estado em sua prática. Aqui está o que elas dizem:

“Acabei de decidir ter um caso de amor comigo mesmo. Foi quando eu soube que ficaria bem, não importa o que acontecesse. Eu finalmente acreditei que o futuro era real. Quando eu estava vivendo pelas mesmas emoções familiares, eu não conseguia acreditar ou ver essa realidade – porque eu estava emocionalmente vivendo no meu passado.”

“Eu estava tentando chegar lá fisicamente – e ficando frustrado porque eu não estava onde eu pensava que deveriam estar. Eu finalmente parei de viver naquele estado. E uma vez que eu participei de um Coherence Healing™ – e estava lá apenas para ajudar outra pessoa, sem qualquer expectativa de ganhar nada para min mesmo – foi quando aconteceu comigo o que tanto desejava.”

“Através das meditações, fui além de mim mesma todos os dias e abri meu coração – não importava o quão difícil fosse. Não importava se eu não sentia vontade de fazer isso. Tornei-me mais gentil e amorosa. Cheia de gratidão. Os gatilhos nunca foram embora; as pessoas de mau humor e temperamento nunca foram embora. Mas como eu escolhi responder a elas – versus reagir a elas – foi muito diferente.”

“Cheguei a um ponto em que me senti tão grata pela vida e por quem me tornei, que não me importava mais em ter minha doença. E foi nesse momento que literalmente tudo mudou. Acho que parei de tentar tanto – e não me identifiquei mais com minha condição.”

Se você olhar atentamente para cada um desses reflexos, verá um padrão. Em todos os casos, o foco delas mudou do mundo exterior para a experiência no mundo interior. Eles se separaram do resultado que achavam que precisavam para serem felizes e gratas – e descobriram, quando entraram dentro delas mesmas, que já eram felizes e agradecidas – sem precisar de nada nem de ninguém para levá-las até lá. Elas sabiam que ficariam bem, “não importa o que acontecesse”. Elas “tornaram-se mais gentis e amorosas; cheias de gratidão.”

Em outras palavras, elas se separaram do resultado. Elas se renderam. Elas confiaram.

E então, o que aconteceu?

“Foi quando aconteceu comigo.” “Fui além de mim mesma.” "Mudou."

Quando elas abandonaram as expectativas – quando pararam de tentar prever quando e como isso aconteceria e se renderam de verdade – esses resultados no mundo exterior tornaram-se, de certa forma, um “efeito colateral” da prática delas. Em algum momento, elas superaram seu ambiente e os hábitos e emoções do corpo – elas superaram a si mesmas – e deixaram de lado os resultados.

Quando conseguimos isso, não é mais sobre o resultado. Trata-se de estarmos tão satisfeitos com nossos esforços, tão relaxados e conscientes no generoso momento presente, que não nos falta mais nada. Esse é o estado final de merecimento.

Como é sentir-se merecedor em sua prática?

Se o não merecimento se apresenta principalmente como resistência – aquela voz crítica em nossas cabeças; todas as nossas razões para começar “amanhã”; desistir quando se torna desconfortável; permanecendo no confortável mundo do familiar – então podemos desafiar essa resistência apenas através da disciplina, amor, autocompaixão e abraçando o desconhecido.

O merecimento significa estar ciente do impulso do nosso corpo para permanecer no familiar – e saber que teremos que acalmá-lo, de novo e de novo. Significa sentar-se com o desconforto do desconhecido tempo suficiente para ver o que está do outro lado desse sentimento e se conectar com o campo de infinitas possibilidades – o único lugar a partir do qual podemos criar. E, finalmente, nesse estado, o desconhecido não parece mais assustador. O desconhecido torna-se a aventura.

Quando estamos em um estado de merecimento, nos dedicamos a nós mesmos todos os dias. Mesmo quando estamos cansados. Mesmo quando o tempo está ruim. Mesmo quando nossa artrite está ativa e não sentimos vontade. Mesmo quando temos dúvidas. Mesmo quando estamos com medo. Mesmo quando pensamos que não temos tempo suficiente. Mesmo quando o crítico em nossa cabeça nos diz já deveria ter acontecido.

Se conseguirmos superar toda essa resistência... se conseguirmos superar nós mesmos, e nos dedicar a prática, dia após dia, vivenciaremos as mudanças descritas acima. Nós saberemos que estamos em um estado de merecimento simplesmente porque sabemos que estamos nos dedicando a isso..

Um conceito fundamental neste trabalho é: o universo nos dá apenas o que achamos que somos dignos de receber.

Quando consistentemente nos dedicamos a nós mesmos, estamos deixando o universo saber: estou aqui. Eu sou digno. Estou pronto para receber. Nesse simples ato, estamos assumindo a responsabilidade de criar nossa realidade pessoal. Significa que acreditamos na possibilidade. E acreditar na possibilidade é acreditar em nós mesmos. Estamos constantemente praticando a mudança de nosso estado de ser – e isso requer energia e consciência. Já não se trata mais do resultado; mas sim do esforço.

Agora que examinamos o merecimento na teoria e na prática, é hora de dar um passo – um passo literalmente – adiante. Precisamos ficar tão bons nisso com os olhos fechados que podemos fazê-lo com os olhos abertos. Precisamos andar e viver como pessoas dignas e prontas para receber.

Falaremos mais sobre praticar com os olhos abertos quando falarmos sobre o verdadeiro significado das Meditações Caminhando na Parte III.

Nós acreditamos em

possibilidade

o poder de mudar a nós mesmos

a capacidade do corpo de curar

o incomum

celebrando a vida

milagres

um amor superior

futuro

atitude

evidência

um ao outro

o invisível

sabedoria

nossos filhos

sincronicidades

liberdade

nossos anciãos

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